Silvia Maia

A arte ressignificou minha vida.

Sobre

A arte ressignificou minha vida.

Comecei a pintar na segunda metade de minha vida.

Como sempre tive interesse pelas manifestações artísticas, escolhi aprender pintura em tela incentivada por meu marido, o artista plástico Paulo Dud.

Logo me identifiquei com a arte naïf, por ser espontânea e livre. Tenho como mote para as minhas pinturas as expressões populares do Nordeste, minhas memórias da infância vivida em Recife, festas religiosas e danças folclóricas. Depois, participando dos eventos do “Revelando São Paulo”, expondo e fazendo arte ao vivo, foi grande o meu encantamento com as apresentações do rico folclore paulista e das demais cidades do Brasil.

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Também gosto de pintar os fatos contemporâneos que me sensibilizam: contextos humanos, sociais, políticos e ecológicos.

Considero-me muito observadora do que me rodeia. Nas minhas pinturas uso muitas cores primárias, alegres, trabalhando contrastes e combinações de uma forma espontânea, de fácil comunicação. Nelas eu coloco o meu coração e a minha alma, assim elas alcançam instantaneamente a sensibilidade do observador.

Vidas indígenas importam

Quadro

Vidas indígenas importam

As lágrimas da figura que encabeça a pintura “Vidas Indígenas Importam” de Silvia Maia, é o ponto de entrada para uma pintura que carrega em si mesma toda a dor de uma cultura que enfrenta, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, mais uma séria ameaça à sua existência.

Um elemento essencial da pintura de Silvia Maia está na conversa entre a cultura ocidental e a indígena, pois a imagem do esqueleto segurando uma foice com capuz, negro – próxima a um pajé e ao uso de ervas medicinais nos lembra que, seja qual for a origem de um ser humano, toda vida sempre importa.

Arte em Tempo de Coronavírus Oscar D’Ambrosio Pós-Doutor e Doutor em Educação, Arte e História da Cultura, Mestre em Artes Visuais, jornalista e crítico de arte.

Lançamento

Pintura Naïf olhares, traços e memórias afetivas.

Dia 11 de Dezembro

das 16h às 8h

Local: Centro cultural Mestre Assis.

Largo 21 de abril, 28 – Centro.

Embu das Artes – SP

Quadro

Tem gente com fome

Quadro Tem gente com fome, de Sílvia Maia inspirado no poema Tem gente com fome de Solano Trindade – (1908-1974) foi operário, cineasta, pintor, ator de cinema, homem de teatro, militante do Movimento Negro e do Partido Comunista.

“Só nas estações

quando vai parando

lentamente começa a dizer

se tem gente com fome

dá de comer

se tem gente com fome

dá de comer

se tem gente com fome

dá de comer

Mas o freio do ar

todo autoritário

manda o trem calar

Psiuuuuuuuuuu”

Tem gente com fome

Homenagem

Um poema para a artista.

A ARTE DE SILVIA MAIA

Artista pernambucana

psicóloga mui sensível.

Hoje a arte lhe ufana

com beleza previsível.

Pintora de cores lindas

suas telas são bem-vindas

em Salões e Bienais,

por ser artista espontânea

naïf contemporânea de temas originais.

A Silvia Maia é calma,

sua arte é criativa.

Seu trabalho sai da alma

o que a torna produtiva.

Inspirada na cultura

popular, sua pintura

se revela natural;

mostrando todo talento

registra cada momento

se forma conceitual.

Para mostrar a beleza

que com a arte produz,

abstrai da natureza

de onde recebe a luz.

Por isso passa pras telas

aquelas imagens belas

que o povo tanto admira,

pois o artista sublima

o pensamento da rima

que a métrica da vida inspira.

A Silvia Maia merece

o que agora está vivendo.

Esse livro enobrece

a arte que está fazendo.

Essa artista em questão

massageia o coração

do caro espectador,

que olhando sua obra

fica encantado de sobra

e alimentado de amor.

Parabéns, porque na lida

com esse trabalho bom,

a música da sua vida

demonstra cadência e tom.

Pinte então no calendário

do seu belo imaginário

tristeza com alegria,

semeando em nosso chão,

a semente da união,

cujo o fruto, é a poesia.

Com admiração e meu fraternal abraço.

Valdeck de Garanhuns Mamulengueiro, poeta, compositor, ator e artista plástico

Silvia_Maia

Silvia

SILVIA MAIA

Sou natural de Recife-PE, radicada em Embu das Artes-SP há mais de 30 anos.

Autora do livro: PINTURAS NAIF - Olhares, Traços e Memórias Afetivas

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